A reviravolta
Joana era uma jovem muito bonita, porém muito arrogante e preconceituosa, não suportava os moradores de rua.
Num certo dia, ela saiu de casa para uma bela festa, mal sabia que sua vida ia mudar completamente a partir daquele momento. Seus pais, Marcos e Clarice, dois executivos, muito diferentes de sua filha, foram acampar nesse mesmo dia na Floresta Azul, mas infelizmente o que era para ser um momento feliz, acabou sendo um momento trágico: um acidente fatal.
Joana passou mal e decidiu ir embora com sua amiga Márcia. Ao chegar em casa, o telefone toca, ela com um pouco de receio atende e se depara com a triste notícia do falecimento de seus pais. Ela, desesperada, começa a chorar e vai até o local do acidente. Márcia tenta consolá-la, mas foi impossível. Num momento tão triste lhe faltavam as palavras de consolo. Joana só tinha os pais e mais ninguém; ela não sabia o que fazer, o que seria dela a partir daquele momento tão difícil, cheio de dor e sofrimento.
Márcia a convidou para morar com ela. Ela por sua vez, pensou um pouco e aceitou, afinal não tinha para onde ir.
Alguns dias se passaram, o sofrimento e a saudade eram incontroláveis e insuportáveis, Joana não sabia o que fazer.
Com um mês depois, ela começou a se sentir mal e vai ao médico, fez alguns exames e descobriu que está com leucemia, numa fase terminal, portanto, tinha poucos dias de vida. Desesperada com a notícia saiu da casa de sua amiga e começou a andar de uma lado para o outro. À noite se aproximava, o frio e a fome também. Joana começou a pensar como poderia ter sido tão arrogante e preconceituosa ao ponto de só enxergar seu próprio nariz. Viu e sentiu por instantes, o drama dos moradores de rua, viu também que a vida passou rapidamente em sua volta e já não tinha tempo de voltar atrás de se arrepender. Naquele momento se deparou com uma casa abandonada, era a sua única proteção, ali se sentia protegida, livre dos perigos da vida, do sofrimento que ela causava. A noite demorou a passar, fazia muito frio, ela sentia muita fome, já não aguentava mais. Alguns instantes depois Joana não suportava mais, percebe que sua vida está quase acabando e ela não poderia fazer nada, só esperar a hora.
Joana não suportou todo o frio e a fome, e acabou morrendo. Só foi encontrada três dias depois, por alguns moradores de rua que chamaram a polícia. Joana foi enterrada como indigente. (JAYNNE ISABEL, 3ª “A”)
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