Este blog foi criado com o intuito de sondar de uma forma geral todo o desenvolvimento do projeto desenvolvido nos colégios Francisco Madeiros e no Dom João da Mata Amaral, de letramento literário e infiltrar a literatura nas vidas e essências de cada um que pudermos assim fazer, efetuado pelos jovens bolsistas do PIBID do curso de Licenciatura em Letras da UFRPE/UAG. Juntos com a equipe que compõe cada colégio; professores, direção, alunos, entre outros, é fazer um letramento literário do público que está nas séries do ensino médio, e as OFICINAS: INFILTRAÇÕES LITERÁRIA é o modo como estamos contribuindo para essa causa justa, todos em prol da educação!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Amar é...

Ama é sonhar eternamente...
... e não querer acordar jamais.
Amar é descobrir-se...
... e ver que realmente não nos conhecemos.
Amar é imaginar-se nas nuvens...
... numa lenta e calma aventura.
Amar é escutar música...
... e refletir cada vírgula da canção.
Amar é tomar banho de chuva...
... e sentir sensação de alívio.
Amar é gritar...
... e sentir-se forte.
Amar é dançar...
... e deixar-se pelo embalo.
Amar é ser humilde...
... e passar a admirar os simples detalhes que mudam nossa vida.
(CARLA CRISTIANE, 3ª “B”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

A reviravolta

            Joana era uma jovem muito bonita, porém muito arrogante e preconceituosa, não suportava os moradores de rua.
Num certo dia, ela saiu de casa para uma bela festa, mal sabia que sua vida ia mudar completamente a partir daquele momento. Seus pais, Marcos e Clarice, dois executivos, muito diferentes de sua filha, foram acampar nesse mesmo dia na Floresta Azul, mas infelizmente o que era para ser um momento feliz, acabou sendo um momento trágico: um acidente fatal.
Joana passou mal e decidiu ir embora com sua amiga Márcia. Ao chegar em casa, o telefone toca, ela com um pouco de receio atende e se depara com a triste notícia do falecimento de seus pais. Ela, desesperada, começa a chorar e vai até o local do acidente. Márcia tenta consolá-la, mas foi impossível. Num momento tão triste lhe faltavam as palavras de consolo. Joana só tinha os pais e mais ninguém; ela não sabia o que fazer, o que seria dela a partir daquele momento tão difícil, cheio de dor e sofrimento.
Márcia a convidou para morar com ela. Ela por sua vez, pensou um pouco e aceitou, afinal não tinha para onde ir.
Alguns dias se passaram, o sofrimento e a saudade eram incontroláveis e insuportáveis, Joana não sabia o que fazer.
Com um mês depois, ela começou a se sentir mal e vai ao médico, fez alguns exames e descobriu que está com leucemia, numa fase terminal, portanto, tinha poucos dias de vida. Desesperada com a notícia saiu da casa de sua amiga e começou a andar de uma lado para o outro. À noite se aproximava, o frio e a fome também. Joana começou a pensar como poderia ter sido tão arrogante e preconceituosa ao ponto de só enxergar seu próprio nariz. Viu e sentiu por instantes, o drama dos moradores de rua, viu também que a vida passou rapidamente em sua volta e já não tinha tempo de voltar atrás de se arrepender. Naquele momento se deparou com uma casa abandonada, era a sua única proteção, ali se sentia protegida, livre dos perigos da vida, do sofrimento que ela causava. A noite demorou a passar, fazia muito frio, ela sentia muita fome, já não aguentava mais. Alguns instantes depois Joana não suportava mais, percebe que sua vida está quase acabando e ela não poderia fazer nada, só esperar a hora.
Joana não suportou todo o frio e a fome, e acabou morrendo. Só foi encontrada três dias depois, por alguns moradores de rua que chamaram a polícia. Joana foi enterrada como indigente. (JAYNNE ISABEL, 3ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Poema sobre o folclore

Moleque pretinho
Das histórias da vovó
Cachimbo de barro
Pulando e saltando
Numa perna só.
O Saci-Pererê
Quando pensa em brincadeira
Põe crianças no espinho
Que é difícil de encontrar.
O Saci-Pererê
Só depois de sete dias
Com promessa e simpatia
A gente tira ele de lá...
(LUCIVÂNIA JUSTINO DE MELO, 3ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Minha terra tem flevo

Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar
O flevo que dá aqui
Eu não encontro lá

Nosso flevo tem mais ritmos
Nossas roupas têm mais cores
Nosso flevo mais alegria
Nossa vida mais amor.

Dançando todos os dias
Mais flevo eu vou dançar
Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar.

Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar
Aqui eu danço só
Lá encontro muita gente pra dançar.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá
Sem que eu dance o flevo
Que eu não encontro cá
Sem que eu dance o flevo
Com o moreno de lá.
(LISMANA, 2ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Verdadeiro Amor

            Um homem de idade já bem avançada veio à clínica onde trabalho para fazer um curativo na mão ferida, estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso e enquanto o tratava, perguntei-lhe sobre qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ir a um asilo para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava a algum tempo nesse lugar porque tinha Alzheimer bastante avançado. Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhes se ela não alarmaria pelo fato dele está chegando mais tarde.
- Não! Ele disse. – Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando lhe perguntei: - Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de está com ela às manhãs?
Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão disse:
- É! Ela já não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem quem é ela.
Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saia e eu pensei: “Essa é a classe de amor que quero para minha vida. O verdadeiro amor não se reduz ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é. Ame verdadeiramente, ame... ame... ame... ame, nunca deixe de amar... e não ame pela aparência física, pelo carro, pela roupa que a pessoa veste, pelo emprego que ela tem. Lembre-se que um dia todas essas coisas passarão e sobrará apenas o amor verdadeiro. (JACIARA PEREIRA DA SILVA, 2ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

As duas Sombras

            Na encruzilhada silenciosa do destino, quando as estrelas se multiplicaram, duas sombras enormes se encontraram. A primeira falou: - Nasci de um beijo de luz, sou força, vida, alma, esplendor. Trago em mim toda a glória do desejo, toda a ânsia do Universo... Eu sou o amor... O mundo... Sou delírio... Loucura e tu, quem sois? – Eu nasci de uma lágrima, sou chama do teu incêndio, que devora; vivo dos olhos nevoentos de quem chora... Dizem que ao mundo vim para ser boa, para dá meu sangue a quem me queira; sou a saudade, a tua companheira, que punge, que consola e que perdoa.
            Na encruzilhada silenciosa do destino, as duas sombras comovidas se abraçaram e desde então o amor e a saudade nunca mais se separaram. (DANIELE BARBOSA, 2º “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Paródia à Canção do Exílio

Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar
O frevo que aqui danço
Não danço como lá.

Nosso frevo tem mais cores
Nosso povo tem mais ritmo
Nossa dança tem mais folia
Nossa folia é a alegria.

Em dançar sozinho, à noite
Mais prazer tenho lá
Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar.

Minha terra tem amores
Que tais não encontro cá
Em dançar sozinho à noite
Mas prazer tenho lá
Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar.

Não permita Deus que eu morra
Antes de dançar um frevo lá
Sem que desfrute os amores
Que não encontro cá
Sem dançar com um moreno
Onde dança frevo lá.
(CARMEM TEREZA, 2º “A”)