Este blog foi criado com o intuito de sondar de uma forma geral todo o desenvolvimento do projeto desenvolvido nos colégios Francisco Madeiros e no Dom João da Mata Amaral, de letramento literário e infiltrar a literatura nas vidas e essências de cada um que pudermos assim fazer, efetuado pelos jovens bolsistas do PIBID do curso de Licenciatura em Letras da UFRPE/UAG. Juntos com a equipe que compõe cada colégio; professores, direção, alunos, entre outros, é fazer um letramento literário do público que está nas séries do ensino médio, e as OFICINAS: INFILTRAÇÕES LITERÁRIA é o modo como estamos contribuindo para essa causa justa, todos em prol da educação!


quinta-feira, 26 de maio de 2011

link do projeto das oficinas

como o link postado para o acesso ao projeto não estava validando, coloquei outro link para quem quiser fazer o download e ter acesso:

http://www.4shared.com/file/W1I61Lyu/projeto_das_oficinas_infiltrae.html

sábado, 14 de maio de 2011

descobindo a literatura


Essa antologia textual foi produzida pelos alunos do Colégio Francisco Madeiros, com orientação dos educadores de literatura Milton e Mika. Para conhecer o trabalho, que aliás ficou muito bom é só selecionar o link abaixo; colar na barra de busca do internet explorer e baixá-lo no 4shared.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

adição de resultados...

durante esse novo semestre do PIBID (2011) muitos foram os frutos colhidos resultantes das oficinas de literatura. E é referente a esses dados significativos que se valerão de divulgar os moderadores do blog nas próximas postagens, para você que acompanha nosso trabalho ver como o desenvolvemos e como foi a receptividade dos privilegiados com o programa nas escolas.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

8 MOTIVOS PARA APOSTAR NOS LIVROS

1. DESENVOLVE O REPERTÓRIO
Ler é um ato valioso para o nosso crescimento pessoal e profissional

2. AMPLIA O CONHECIMENTO GERAL
Além de ser envolvente, a leitura expande as referências e a capacidade de comunicação

3. ESTIMULA A CRIATIVIDADE
Ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares e personagens

4. AUMENTA O VOCABULÁRIO
Graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos

5. EMOCIONA E CAUSA IMPACTO
Quem já se sentiu triste ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem

6. MUDA SUA VIDA
Quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida

7. LIGA O SENSO CRÍTICO NA TOMADA
Livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos

8. FACILITA A ESCRITA
Ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Quem lê mais escreve melhor

FONTE: REVISTA MUNDO ESTRANHO.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Canção da Bagunça
No meu quarto tem bagunça,
Onde nada sei onde está.
As coisas que trago para escola
Nunca acho no lugar.

Na cama têm meias sujas,
No chão tem sapatos velhos
No guarda-roupa roupa suja,
E no teto ficam os meus chinelos.

E ao ficar sozinho à noite,
Durmo tranquilo neste lugar,
No meu quarto tem bagunça,
Onde nada sei onde está.

No meu quarto tem iogurte,
E comida para almoçar.
E ao ficar sozinho à noite,
Durmo tranquilo neste lugar.
No meu quarto tem bagunça,
Onde nada sei onde está.

Deus me dê forças para essa
Bagunça arrumar.
Como pode tanta bagunça
Acumular no mesmo lugar.
No meu quarto tem bagunça,
Onde nada sei onde está.
(Alexandre Rodrigues e Iago Tenório, 2ª "A")

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Amar é...

Ama é sonhar eternamente...
... e não querer acordar jamais.
Amar é descobrir-se...
... e ver que realmente não nos conhecemos.
Amar é imaginar-se nas nuvens...
... numa lenta e calma aventura.
Amar é escutar música...
... e refletir cada vírgula da canção.
Amar é tomar banho de chuva...
... e sentir sensação de alívio.
Amar é gritar...
... e sentir-se forte.
Amar é dançar...
... e deixar-se pelo embalo.
Amar é ser humilde...
... e passar a admirar os simples detalhes que mudam nossa vida.
(CARLA CRISTIANE, 3ª “B”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

A reviravolta

            Joana era uma jovem muito bonita, porém muito arrogante e preconceituosa, não suportava os moradores de rua.
Num certo dia, ela saiu de casa para uma bela festa, mal sabia que sua vida ia mudar completamente a partir daquele momento. Seus pais, Marcos e Clarice, dois executivos, muito diferentes de sua filha, foram acampar nesse mesmo dia na Floresta Azul, mas infelizmente o que era para ser um momento feliz, acabou sendo um momento trágico: um acidente fatal.
Joana passou mal e decidiu ir embora com sua amiga Márcia. Ao chegar em casa, o telefone toca, ela com um pouco de receio atende e se depara com a triste notícia do falecimento de seus pais. Ela, desesperada, começa a chorar e vai até o local do acidente. Márcia tenta consolá-la, mas foi impossível. Num momento tão triste lhe faltavam as palavras de consolo. Joana só tinha os pais e mais ninguém; ela não sabia o que fazer, o que seria dela a partir daquele momento tão difícil, cheio de dor e sofrimento.
Márcia a convidou para morar com ela. Ela por sua vez, pensou um pouco e aceitou, afinal não tinha para onde ir.
Alguns dias se passaram, o sofrimento e a saudade eram incontroláveis e insuportáveis, Joana não sabia o que fazer.
Com um mês depois, ela começou a se sentir mal e vai ao médico, fez alguns exames e descobriu que está com leucemia, numa fase terminal, portanto, tinha poucos dias de vida. Desesperada com a notícia saiu da casa de sua amiga e começou a andar de uma lado para o outro. À noite se aproximava, o frio e a fome também. Joana começou a pensar como poderia ter sido tão arrogante e preconceituosa ao ponto de só enxergar seu próprio nariz. Viu e sentiu por instantes, o drama dos moradores de rua, viu também que a vida passou rapidamente em sua volta e já não tinha tempo de voltar atrás de se arrepender. Naquele momento se deparou com uma casa abandonada, era a sua única proteção, ali se sentia protegida, livre dos perigos da vida, do sofrimento que ela causava. A noite demorou a passar, fazia muito frio, ela sentia muita fome, já não aguentava mais. Alguns instantes depois Joana não suportava mais, percebe que sua vida está quase acabando e ela não poderia fazer nada, só esperar a hora.
Joana não suportou todo o frio e a fome, e acabou morrendo. Só foi encontrada três dias depois, por alguns moradores de rua que chamaram a polícia. Joana foi enterrada como indigente. (JAYNNE ISABEL, 3ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Poema sobre o folclore

Moleque pretinho
Das histórias da vovó
Cachimbo de barro
Pulando e saltando
Numa perna só.
O Saci-Pererê
Quando pensa em brincadeira
Põe crianças no espinho
Que é difícil de encontrar.
O Saci-Pererê
Só depois de sete dias
Com promessa e simpatia
A gente tira ele de lá...
(LUCIVÂNIA JUSTINO DE MELO, 3ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Minha terra tem flevo

Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar
O flevo que dá aqui
Eu não encontro lá

Nosso flevo tem mais ritmos
Nossas roupas têm mais cores
Nosso flevo mais alegria
Nossa vida mais amor.

Dançando todos os dias
Mais flevo eu vou dançar
Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar.

Minha terra tem flevo
Onde lá eu vou dançar
Aqui eu danço só
Lá encontro muita gente pra dançar.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá
Sem que eu dance o flevo
Que eu não encontro cá
Sem que eu dance o flevo
Com o moreno de lá.
(LISMANA, 2ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Verdadeiro Amor

            Um homem de idade já bem avançada veio à clínica onde trabalho para fazer um curativo na mão ferida, estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso e enquanto o tratava, perguntei-lhe sobre qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ir a um asilo para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá. Disse-me que ela já estava a algum tempo nesse lugar porque tinha Alzheimer bastante avançado. Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhes se ela não alarmaria pelo fato dele está chegando mais tarde.
- Não! Ele disse. – Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando lhe perguntei: - Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de está com ela às manhãs?
Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão disse:
- É! Ela já não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem quem é ela.
Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saia e eu pensei: “Essa é a classe de amor que quero para minha vida. O verdadeiro amor não se reduz ao físico, nem ao romântico. O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é. Ame verdadeiramente, ame... ame... ame... ame, nunca deixe de amar... e não ame pela aparência física, pelo carro, pela roupa que a pessoa veste, pelo emprego que ela tem. Lembre-se que um dia todas essas coisas passarão e sobrará apenas o amor verdadeiro. (JACIARA PEREIRA DA SILVA, 2ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

As duas Sombras

            Na encruzilhada silenciosa do destino, quando as estrelas se multiplicaram, duas sombras enormes se encontraram. A primeira falou: - Nasci de um beijo de luz, sou força, vida, alma, esplendor. Trago em mim toda a glória do desejo, toda a ânsia do Universo... Eu sou o amor... O mundo... Sou delírio... Loucura e tu, quem sois? – Eu nasci de uma lágrima, sou chama do teu incêndio, que devora; vivo dos olhos nevoentos de quem chora... Dizem que ao mundo vim para ser boa, para dá meu sangue a quem me queira; sou a saudade, a tua companheira, que punge, que consola e que perdoa.
            Na encruzilhada silenciosa do destino, as duas sombras comovidas se abraçaram e desde então o amor e a saudade nunca mais se separaram. (DANIELE BARBOSA, 2º “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Paródia à Canção do Exílio

Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar
O frevo que aqui danço
Não danço como lá.

Nosso frevo tem mais cores
Nosso povo tem mais ritmo
Nossa dança tem mais folia
Nossa folia é a alegria.

Em dançar sozinho, à noite
Mais prazer tenho lá
Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar.

Minha terra tem amores
Que tais não encontro cá
Em dançar sozinho à noite
Mas prazer tenho lá
Minha terra tem frevo
Onde tem um passo bom de dançar.

Não permita Deus que eu morra
Antes de dançar um frevo lá
Sem que desfrute os amores
Que não encontro cá
Sem dançar com um moreno
Onde dança frevo lá.
(CARMEM TEREZA, 2º “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Sem Medo de Viver

Compreender que o mundo mudou definitivamente é a única certeza estável e a incrível velocidade em que o mundo muda. É essa mudança que trouxe consigo a revelação de algumas coisas fundamentais da vida.
Não há mais espaço para os que são arrogantes, que só pensam em si mesmos, que não dão oportunidade para outras pessoas. Não há mais espaço para os que desejam aprender achando que saber tudo em um mundo novo, que nos obriga a aprender todos os dias. Não há mais espaços para os medíocres; nesse milênio ninguém tem o direito de pensar pequeno – fazer coisas pela metade, não se envolver; praticar lutar... devemos cuidar de nós mesmos de forma especial e determinada para ter ajuda das pessoas. Não há mais espaço para empresas que recrutam e selecionam melhores talentos.
Você tem medo do futuro? Pois não tenha, lute enquanto é tempo, não se deixe derrotar por aqueles que são ignorantes. Não mude sua forma de pensar e de agir, acredite que o seu futuro será espetacular. Portanto, não tenha medo de viver. (EVEN KEROLLAYNE FERREIRA DE BARROS, 2º “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Noite aterrorizante

Eu e a turma resolvemos acampar naquele verão. Estávamos muito animados. Só faltava escolher o lugar. Resolvemos fazer uma votação, vários lugares foram votados, mas tinha que ter escolhido justamente a Floresta da Pedra Azul, um lugar cheio de mistérios e onde dizem ser assombrados por vários espíritos. É claro, eu não votei nesse lugar, preferia o campo do Tatu-galinha, mas fui vencido, agora não poderia voltar atrás com minha palavra.
            Nós fizemos a votação e a avisamos ao resto da turma, todos gostaram da idéia. No dia da viagem todos estavam contentes, só eu que estava um pouco amedrontado. Era uma turma de trinta e cinco pessoas, o que me deixou um pouco mais aliviado. Uma hora depois, chegamos à grande floresta, um pouco afastada da cidade. Era cheia de gigantescas árvores e por isso um pouco escura, mesmo com o sol brilhando bastante.
            Quando desci do ônibus, pensei: “Nossa! E agora, o que vou fazer, em que fui me meter?”, mas agora já era. todos começaram a armar as barracas e além de mim, na minha tinha mais três amigos: Vagner, Ricardo e meu melhor amigo Miguel. Passamos a manhã inteira armando a barraca. À tarde eles saíram para olhar a mata, mas eu fiquei com um pé atrás e resolvi ficar na barraca. Se à luz do dia eu já estava daquela forma, imagina quando anoitecesse.
            No fim da tarde todos no acampamento foram procurar lenha para fogueira, só eu que continuei lá sozinho. Ao anoitecer me veio uma aflição e angústia por causa do meu medo; eu pensava: “Poxa, onde eu fui me enfiar? Em que buraco você foi se meter André?”. Eu estava com muito medo, mas à noite todos se sentaram a frente da grande fogueira e por alguns momentos havia esquecido do lugar em que estava, mas por pouco tempo. Ricardo tinha que começar a contar histórias de terror e depois das dele vieram várias outras e comecei a colocar aquilo na cabeça e a ficar com bastante medo. Quando não aguentei mais, fui correndo para a barraca. Então percebendo minha aflição, Miguel também foi para a barraca e lá dentro me perguntou se estava com medo e respondi que estava um pouco, daí ele ficarou comigo na barraca para que eu não ficasse mais com medo. Então, fomos jogar um jogo de tabuleiro, um dos meus preferidos. Não demorou muito e todos se recolheram em suas barracas; Vagner e Ricardo logo chegaram a nossa e então, fomos dormir.
            Eu não consegui dormir direito, só cochilava e acordava até que no meio da noite ouvi um grito aterrorizante em que me arrepiei todo e me perguntei: “O que será aquilo?”. Escutei novamente o grito aterrorizante, então, mesmo com medo, resolvi sair da barraca e olhar o que era. Saí de fininho para que ninguém acordasse, pois aquele era o meu momento de coragem.
            Quando saí, olhei por todos os lados e não vi nada, mas eu estava muito perto das barracas, eu achava que a coisa que gritava não chegaria tão perto assim, então me afastei um pouco e continuei a não ver nada, quando de repetente ouvi o grito bem atrás de mim, pensei logo que era um espírito maligno querendo me pegar como nos filme de terror, mas quando olhei assustado não vi nada. Só vi a lua cheia e brilhante, só que quando olhei direitinho vi um vulto passar por mim e dá o grito aterrorizante; arrepiei-me todo e quase fiquei sem voz, só que aquele vulto era meio estranho para um espírito, ele não parecia humano, mas sim um pássaro.
            O vulto foi em direção a clareira. Pensei em voltar para a barraca, mas pensei direito e disse:”Já que eu estou aqui, vou até o fim”. E entrei na clareira no meio das árvores. Na barraca, Miguel acordou e deu por minha falta e também acordou Vagner e Ricardo, dai os três resolveram ir a minha procura. Enquanto eles me procuravam, eu procurava a criatura do grito. Andei muito mata adentro e nada, até que de repente, escutei um grande barulho, pensei que fosse a coisa que eu procurava, mas não era. Eram sim meus amigos também perdidos e me encontraram através de um atalho. Queriam que eu voltasse com eles e convenci-os a procurar a “coisa” comigo.
Após andarmos bastante, já estávamos cansados de procurar e não ter nenhuma pista. Quando já estávamos quase desistindo, escutamos novamente o grito e fomos em direção dele. Escutando direito, ele nos levou até a grande pedra que dá nome a floresta. Ao lado da pedra havia uma enorme árvore da qual um grande grito saiu dela, ou melhor, da coisa que estava nela. Na hora, arrepiei-me todo por ficar tão perto da coisa e não só eu, mas também os outros, que sentiam o medo naquele momento; eu acho que eu era o mais corajoso dos quatro. A “coisa” veio em nossa direção e pensávamos que era um monstro, mas o dia começou a clarear a vimos a “coisa” direito e nos surpreendemos.
            Era um grande pássaro com as sete cores do arco-íris e com aquele grito que eu achava aterrorizante. No mesmo momento o sol apareceu no céu com um lindo brilho e fez a pedra brilhar lindamente com um forte azul-claro que parecia o azul do céu. E naquela hora um grupo do acampamento chegou para nos resgatar; queríamos ter mostrado o pássaro a eles, mas ele já havia sumido e a pedra tinha parado de brilhar.
            Depois de ter voltado para o acampamento, voltamos também para a cidade. Por nossa culpa todos tiveram que ir só que acima de tudo, a culpa havia sido minha, por eu ter saído para ver a “coisa” que gritava.
            A floresta da Pedra Azul tinha fama de ser assombrada por causa de gritos aterrorizantes que saiam do bico de um pássaro lindo e raríssimo. Eu nunca me esquecerei daquela noite aterrorizante que se tornou o amanhecer mais lindo da minha vida. (NAILSON PEREIRA DA SILVA , 3ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

Paródia à “Canção de exílio”

Minha terra tem forró
Onde lá eu vou dançar
O forró que eu danço aqui
Não danço como lá.

Minha terra tem tambores
Onde lá eu vou tocar
O som do tambor que
Sai daqui não é como o de lá.

Minha terra tem forró
Onde lá eu vou dançar
Aqui eu danço só
Lá, encontro muita gente pra dançar.

Minha terra tem tambores
Que igual não encontro por cá
E tocar sozinho à noite
Ninguém vou encontrar
Pra escutar o som do tambor
Que não escuto por cá.

Minha terra tem forró
Onde lá eu vou dançar
Não permita Deus que eu
Morra sem voltar pra lá
Sem que eu dance com os
Morenos de lá.
(LISLANE DE L. PEREIRA, 2ª “A”)

TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DA ESCOLA FRANCISCO MADEIROS

O mundo na caixa de papelão

Ivonete teve uma vida muito sofrida, pois um golpista ao saber que seus pais levavam uma mala com uma grande quantidade de dinheiro, provocou um grande acidente em que eles vieram a falecer. Sabendo disso, o golpista ao ver uma foto de Ivonete decidiu segui-la numa cidade chamada Passada, no interior do Paraná. O golpista mentiu para ela ao dizer que sua mãe pediu, antes de morrer, que ele cuidasse da moça. O golpista foi muito rápido e no mesmo dia do velório de seus pais ela é seduzida pelo vigarista e aceita se casar com ele. Pouco tempo depois, ela descobre que seu marido desaparecera, levando todos os seus bens, sua fortuna e sua mansão, deixando-a na miséria. Ivonete ao ficar pobre e sem ter para onde ir, fica abandonada nas ruas, onde ela encontra uma caixa velha e ai ela disse: - Essa vai ser a minha casa de agora em diante. No dia seguinte ela foi procurar um emprego, mas todos a recusaram. Então ela começou a passar fome. Dias após dia as pessoas que passavam por ali, ao invés de ajudá-la, xingavam-na e a maltratavam. Depois de certo tempo um rapaz chamado Carlos, vendo-a naquela situação passou a ajudá-la, levou-a para sua casa, onde deu-lhe comida, banho e roupas limpas.
Após Ivonente comer e tomar banho, ela lhe agradeceu e Carlos ficou chocado com o que aquele homem havia feito. Alguns anos se passaram e Ivonete queria se encontrar com o marido golpista que roubara todos os seus bens. Ela estava disposta a colocá-lo na cadeia até que num certo dia ela conseguiu. Depois disso, Carlos começou a sentir uma atração muito forte por Ivonete, então eles se apaixonaram e logo decidiram viver uma vida feliz e ela pretendia esquecer o passado. (JOSÉ SILVIO, 2ª “A”)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mosaico Literário, nº01


clique no link para baixar o primeiro número do jornal/folheto produzido pelo grupo: Mosaico Literário; estudantes do ensino médio do colégio Dom João da Mata Amaral, juntamente com os bolsistas de Literatura que atuam no colégio.

terça-feira, 12 de outubro de 2010




O GRUPO PARTICIPANTE DAS OFICINAS DE LITERATURA NO COLÉGIO DOM JOÃO DA MATA AMARAL CRIOU UM BLOG/REVISTA VIRTUAL, ONDE SERÃO EXPOSTOS OS TEXTOS DOS ALUNOS, O BLOG CHAMA-SE MOSAICO LITERÁRIO E O LINK PARA ACESSAR
É: http://mosaico-literario.blogspot.com/, O BLOG ESTÁ EM REFORMA, MAS EM BREVE ESTARÁ DISPONÍVEL PARA CONSULTA E LEITURA!